O PIB francês caiu 5,8%

  •   30/04/2020 - 14h09
  •   HARMANT Adeline

Os resultados do PIB francês e da inflação para o primeiro trimestre de 2020, no contexto da crise mundial da saúde, foram, como esperado, negativos. Convidamos você a aprender um pouco mais sobre estas publicações econômicas que marcarão este fim de semana.

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O PIB francês caiu 5,8%

O PIB francês perde 5,8% no primeiro trimestre de 2020:

A primeira publicação a lembrar sobre esta manhã de quinta-feira, 30 de abril de 2020, diz respeito à queda significativa do PIB da França. Este, de facto, registou, no primeiro trimestre deste ano, uma queda em volume de 5,8%. Não é nem mais nem menos a queda mais forte da história deste indicador em relação à história das séries trimestrais do INSEE, desde 1949 e que é causada, naturalmente, pelo confinamento da população desde meados de Março.

Esta queda no PIB é explicada pela pandemia do Covid-19, que tem paralisado fortemente a actividade francesa desde Março, bem como a procura. Observamos assim uma queda de 6,1% nas despesas de consumo das famílias e na formação bruta de capital fixo ou FBCF, que cai ainda mais espectacularmente para -11,8%. Como resultado, a demanda interna final fora dos estoques tem um impacto de -6,6 pontos sobre a evolução do PIB neste primeiro trimestre.

Por outro lado, há também uma queda nas exportações, que caíram 6,5%. As importações também caíram, mas menos acentuadamente, em 5,9%. Assim, o comércio externo contribui com -0,2 pontos para o crescimento do PIB. Finalmente, notamos uma contribuição positiva de +0,9 pontos da variação dos inventários.

 

A inflação francesa é estimada em +0,4% em Abril:

Outro dado que podemos analisar esta manhã diz respeito à inflação desta vez em França para o mês de Abril. De fato, a estimativa provisória que acaba de ser feita pelo INSEE para o mês de abril mostra que os preços ao consumidor na França subiriam 0,4% em comparação anual com abril de 2019, depois de já terem ganho 0,7% durante o mês de março.

Trata-se, portanto, de um abrandamento da inflação que é provavelmente o resultado de uma queda significativa dos preços da energia e de um abrandamento igualmente significativo dos preços dos serviços. Contudo, no que diz respeito aos preços dos alimentos, o efeito seria o oposto, com uma dinâmica homóloga mais forte do que em Março.

Assim, ao longo de um mês, os preços ao consumidor aumentariam 0,1%, como aconteceu no mês passado. Em dados harmonizados ao longo de um ano, este índice abrandaria para +0,5% depois de ter ganho 0,8% em Março e mais de um mês, aumentando assim em 0,1% da mesma forma que no mês anterior.

O impacto destes dois indicadores no mercado acionário francês deve assim ser sentido durante as próximas sessões e convida os investidores a serem cautelosos antes deste fim de semana prolongado.